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Nascimento de Jorapimo

Nasce em Corumbá, em 24 de novembro de 1937, José Ramos Pinto Moreira, que se tornaria conhecido como Jorapimo. Uma das maiores expressões das artes plásticas em Mato Grosso do Sul, Jorapimo tem como temática preferida o Pantanal: A obra de Jorapimo confunde-se com a história da arte de Mato Grosso do Sul nas suas origens e desenvolvimento. Dominando uma linguagem voltada para o modelo natural, de composição imaginária, ainda que assentada em rigorosa base geométrica, Jorapimo constrói uma obra simples, que atinge diretamente o espectador, na sua capacidade de transformar os signos comuns do entendimento em imagens inesperadas, singularizadas. Desse modo, o artista dos seres do Pantanal reformula sua visão do universo limitado, revestindo-o de novas tonalidades. O Casario do Porto de Corumbá pode ser visto em imagens contrapostas pela luminosidade intensa do sol ou pela ausência dessa mesma luz, a partir de diversos ângulos, renovando-as a cada representação. Os pescador...

Ferrovia liga Corumbá à Santa Cruz de la Sierra

Transposto o Rio Grande em uma ponte provisória de madeira, com 361 metros de comprimento, chega finalmente a Santa Cruz de la Sierra, a Santa Cruz  a ferrovia Brasil-Bolívia. A via férrea foi entregue ao tráfego em 1954 com as composições de carga e passageiros partindo em determinados dias das semana de Corumbá e de Santa Cruz. Resultado de compromisso assumido em 1928, perante a Bolívia de estender os trilhos da NOB até Santa Cruz, a  9 de novembro de 1938 chegava a Corumbá a comissão encarregada pelos dois governos de iniciar as obras, sob a chefia dos engenheiros Luis Alberto Whately, da parte do Brasil, e Juan Rivero Torres, da boliviana. De imediato atacados, os trabalhos morosamente arrastaram-se pelos anos a fora, em virtude dos obsoletos processos ainda em voga, na execução do projeto aprovado, que visava, ademais, a ligação do litoral atlântico ao pacífico, através da linha Santa Cruz – Yacuíba – Salta – Antofagasta. A Comissão Mista Brasil-Bolívia,...

Nascimento de Nicolau Fragelli

Nasce em Corumbá, em 13 de novembro de 1884, Nicolau Fragelli. Filho de José Fragelli e Tereza Provenzano Fragelli, de origem italiana. Fez o curso primário em sua cidade natal e o secundário em Cuiabá. Aos 19 anos matriculou-se na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, formando-se em 1911, aperfeiçoando-se em Paris em 1914. Iniciou na política em 1918, elegendo-se deputado estadual na gestão de Dom Aquino Correa, no governo. Em 14 de agosto do mesmo ano é nomeado intendente geral (prefeito) de Corumbá, para superar crise política local.  Deputado até 1930, quando teve o mandato cassado pela revolução getulista, retorna à política em 1934, reconduzido à Assembléia Legislativa pelo Partido Evolucionista. O golpe do Estado Novo, em 1937, retira-lhe novamente o mandato. Em 1945, com a redemocratização, ingressa na UDN, União Democrática Nacional, e vence sua última eleição, a de suplente de senador. Sobre ele escreve Nilo Povoas: A vida pública de Nicolau Fragelli...

Empastelado o jornal 20 de Agosto

Forças policiais e mercenários, a serviço do governador Antonio Pedro Alves de Barros, no governo por imposição de Totó Paes, novo aliado dos irmãos Murtinho, invadem em 9 de novembro de 1902, a redação do jornal oposicionista  Vinte de Agosto , que circulava em Corumbá, empastelam sua tipografia e são acusados de roubar importância em dinheiro. A versão disponível do ataque ao órgão de imprensa corumbaense, é do próprio redator do jornal, Manuel José Brandão, em carta publicada pelo Jornal do Brasil (RJ): Pelas colunas do vosso conceituado jornal vos dignastes publicar, mediante minhas informações, o que, em Corumbá ocorreu com minha pessoa, família e bens, desde 9 de novembro do ano findo.  Dessas informações consta, convém repetir resumidamente, que o capitão reformado do exército Raimundo Por Deus, comandante do batalhão patriota, com vários de seus comandados, o subdelegado de polícia em exercício, Manuel Benedito de Campos, com praças de polícia, vários empregados da...

Aprovada a divisão do Estado

Vereador Oclécio Barbosa Martins (UDN) Reunidos em Corumbá, em 26 de outubro de 1963, prefeitos e vereadores do norte e sul do Estado, no II Congresso da Associação Mato-grossense dos Municípios, em 26 de outubro de 1963, discutiram e votaram moção de autoria do vereador Oclécio Barbosa Martins (UDN), de Campo Grande, aprovando a divisão do Estado: 45 votos contra 11 e uma abstenção assinalaram a vitória da tese divisionista no 2° Congresso da Associação Mato-Grossense do Municípios, reunido em outubro p.p. em Corumbá. Maioria expressiva, que revela a compreensão do problema da descentralização administrativa no grande Estado do Oeste e as vantagens que dela decorrerão, imediatamente. Norte e Sul desfrutarão benefícios da providência, quando se concretizar após o processo determinado pelas leis constitucionais que regem o Estado e a Nação. Premissas de uma fase de notável desenvolvimento sócio-econômico naquele vasto território pátrio são perfeitamente justificadas, a...

Justiça absolve acusado de matar vereador

Em episódio marcado pela pressão e ameaças aos jurados, realizou-se em 24 de outubro de 1963, o julgamento do século em Corumbá. O réu foi o inspetor da alfândega da cidade, Carivaldo Sales (foto), indiciado pelo crime  contra o vereador Edu Rocha,  que o acusava de descaminho de automóveis da Bolívia para o Brasil. "O Cruzeiro", revista de maior circulação no país, e que veiculou as denúncias e denunciou o crime, deu cobertura ao evento, com a publicação de ampla reportagem, sob o título JUSTIÇA DE BRAÇOS CURTOS: "Na cruz sobre a sepultura 184 do cemitério de Corumbá, uma placa lembra aos visitantes que ali está enterrado Edu Rocha, vereador  covardemente assassinado pelo contrabandista Carivaldo Salles.  Carivaldo era nada menos que o inspetor da Alfândega, a quem competia reprimir o comércio negro. Acusado por Edu Rocha, através de 'O Cruzeiro', de ser o chefe de uma gang todo-poderosa de contrabando, emboscou-o altas horas da noite e metralhou-o, ating...

Camara homenageia frei Mariano

Frei Mariano de Bagnaia à direita Ata da Câmara Municipal de Corumbá de 3 de agosto de 1887, dá conta de concessão de bens de sua propriedade à Nossa Senhora da Candelária, padroeira da cidade, feita pelo frei Mariano, fato que rendeu ao pároco homenagem da edilidade corumbaense, conforme o seguinte registro: Certifico que revendo o livro de atas desta câmara municipal em que atualmente se lavram as atas das sessões da mesma câmara, lê-se à folha vinte e sete versos e vinte e oito, e encontrei na última ata lavrada em sessão extraordinária do dia 4 de julho finda a parte de que trata a louvação do reverendo frei Mariano de Bagnaia, parte de que trata petição cujo o despacho ordena a presente certidão e é de teor seguinte pelo sr. tenente Luiz Augusto Esteves foi apresentada um dia, cópia da louvação feita pelo reverendo frei Mariano de Bagnaia vice-prefeito apostólico e pregador imperial, a Nossa Senhora da Candelária padroeira dessa cidade. Como uma casa de sua propriedade, isto ...