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O assassinato do juiz de Direito

Vítima de atentado  à bala, ocorrido dois dias ant es, morre eu sua casa em 24 de abril de 1927,  o juiz de Corumbá, Barnabé Gondim. O homicídio teve grande repercussão no Estado. Um dia antes de seu falecimento, o jornal A Cidade, de Corumbá, dá detalhes do atentado e da luta dos médicos para salvar  a vida do magistrado : Causou grande mágoa no seio da sociedade corumbaense, o atentado do qual foi vítima, anteontem (dia 21), o Exmo. Sr. Dr. Bernabé A. Gondim, estimado Juiz de Direito desta comarca. Eram 16 e meia horas, mais ou menos, daquele dia, quando o dr. Gondim, estando em sua residência, presencia a entrada ali de uma pessoa desconhecida que acabava de chegar de automóvel. Depois de algumas palavrar, tenta essa pessoa conduzi-lo apressadamente para o veículo com o intuito, certamente, de sequestra-lo ao que o M.M. juiz procurou resistir. Entrementes uma criança que presenciava os últimos momentos da contenda, foi-se assustada para o inter...

Inaugurada fábrica de cimento

Governador João Ponce, presidente JK e Jorge Oliva, presidente da empresa O presidente Juscelino Kubitschek foi o principal convidado da direção da fábrica de cimento de Corumbá ao ato de inauguração da empresa em Corumbá em 25 de abril de 1957. O evento histórico foi alvo de reportagem da revista Brasil-Oeste: No avião "Viscount", recentemente adquirido para as viagens presidenciais, o presidente Juscelino Kubitscheck seguiu na manhã de 25 de abril p.p. para a cidade de Campo Grande, de onde se transferiu para um "Douglas" que o conduziu a Corumbá. O chefe do Governo fez essa viagem para inaugurar a fábrica da Companhia de Cimento Portland Corumbá, na cidade do mesmo nome, e visitar a Base Naval de Ladário. Antes de regressar ao Rio de Janeiro, o presidente da República esteve em Belo Horizonte, onde pernoitou, para no dia seguinte proceder à inauguração de um cabo aéreo de 40 quilômetros, que transportará calcário da mina à fábrica de cimento em Minas, do me...

Rebeldes detém general em forte Coimbra

Coronel João da Silva Barbosa (centro) comandante dos rebeldes de Corumbá Quando dirigia-se a Corumbá para assumir o comando do Distrito Militar de Mato Grosso, durante o golpe militar dos seguidores do general Antônio Maria Coelho, o general Luiz Henrique de Oliveira Ewbank, recebe do capitão José Maria Ferreira e tenente Teodorico da Cunha Gaíva e mais uma comissão de políticos de Corumbá, em 28 de março de 1892, a seguinte intimação: O Exército e o povo não querem e não admitem que o general Ewbank e o dr. Murtinho subam o rio além do Forte Coimbra, podendo, no entanto, permanecer nesse ponto até seu regresso para baixo. Corumbá, 21 de março de 1892. Comandante - João da Silva Barbosa. Capitão Brasílico - comandante do 2º Artilharia. Capitão Norberto Ildefonso Muniz - Comandante do 21º. Constantino Preza - Brandão. Na mesma data, o general Ewbank reagiu ao ultimato, expedindo ordem do dia, protestando contra o ato de insubordinação, anunciando sua retirada para Assunção e ...

Rebeldes tomam quartel do exército em Corumbá

Sargento Aquino, um dos líderes da revolta Chefiada pelos sargentos Antonio Carlos de Aquino e Armando Granja, estoura na madrugada de 27 de março de  1925, no 17º Batalhão de Caçadores rebelião armada, sob influência dos revolucionários paulistas, liderados pelo general Isidoro. Os rebeldes aprisionam o comandante capitão Luis de Oliveira Pinto e tentam tomar várias repartições públicas na cidade. O coronel Frutuoso Mendes, chefe do Serviço de Recrutamento e dois tenentes, um deles alvejado e ferido, organizaram a contra-revolta, soltaram o comandante e dominaram a situação.  Feitos prisioneiros e condenados à morte, o sargento Granja foi fuzilado e o sargento Aquino, num vacilo da guarda que o conduzia ao lugar da execução, conseguiu escapar, atravessando o rio Paraguai a nado. FONTE : Lécio Gomes de Souza,  História de Corumbá , edição do autor, Corumbá, sd. página 142. O Mato Grosso (Cuiabá), 28 de dezembro de 1930. FOTO:  Sarg...

Anunciado início da estrada de ferro para Corumbá

Em telegrama encaminhado ao presidente de Mato Grosso, Generoso Ponce,  em 24 de março de 1908  o presidente da República , Afonso Pena, comunica a aprovação do projeto da estrada de ferro entre I tapura e  Corumbá . A notícia é recebida com rigo sijo pelo governador e destaque da imprensa:     FONTE : Autonomista (Corumbá), em 11 de abril de 1908. Para conhecer outros acontecimentos históricos do dia CLIQUE AQUI!

Autorizada exploração de manganês e ferro em Urucum

Urucum: vista dos morros, onde estão localizadas as jazidas de manganês Decreto no. 6426, de 21 de março de 1907, autoriza concessão à Compagnie de l'Urucum, empresa formada na Bélgica, para exploração de manganês e ferro das jazidas de Urucum, nas proximidades de Corumbá: Esta companhia foi fundada em Ougrée, província da Liege,Bélgica, em 29 de novembro de 1906, por escritura em notas do tabelião Jules Renson, com o capital de 4.700 ações de 1.000, tendo por objeto a extração e a venda de minérios de manganez e de ferro, seu tratamento sob qualquer forma que seja e, em geral tudo o que se refere à indústria do manganez, do ferro e dos seus derivados. Ela pode explorar todos os produtos e jazidas em geral, terras, minerais, metais, pedras preciosas e outras matérias, quer sejam do domínio mineral, quer do domínio agrícola. Pode criar e explorar quaisquer indústrias destinadas a utilizar os produtos de tais explorações, transportá-los ou favorecer a venda deles. Pode i...

Pedra fundamental da matriz de Corumbá

Em um altar improvisado, armado no mesmo lugar em que antes da invasão paraguaia havia sido iniciada a construção da igreja paroquial, frei Mariano de Bagnaia procede 17 de março de 1872, a bênção da pedra fundamental da nova matriz de Corumbá, sob a invocação do Divino Espírito Santo. Finda a formalidade, assistida pelos moradores da freguesia e por uma guarda militar, o frei Mariano celebrou a missa solene do dia, proferindo em seguida emocionante discurso em que fez o histórico da ocupação inimiga e do sofrimento dos moradores daquela fronteira, terminando por erguer preces ao Criador pela paz que desfrutavam. "Em seguida - descreve Estevão de Mendonça - o major Joaquim da Gama Lobo D'Eça, recebe e como festeiro, conduz a coroa do Espírito Santo, sendo acompanhado até a sua residência por crescido número de fieis e pela comissão promotora da subscrição do templo, que ficou ocupando o centro da praça denominada Santa Teresa". Essa comissão era...