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Um certo sargento Aquino, o morto que não morreu

Sargento Aquino, líder da conflagração


Responsabilizados pelo amotinamento de um quartel do exército em Corumbá, os sargentos Aquino e Granja, sufocado o movimento, foram sumariamente condenados à morte por fuzilamento. O sargento  Granja foi executado, mas seu colega, o sargento Aquino, num vacilo da escolta, conseguiu escapar do pelotão da morte, a nado. Atirou-se no rio Paraguai e o atravessou a nado.

A aventura começou na madrugada de 27 de março de 1924, quando, sob influência dos revolucionários paulistas,liderados pelo general Isidoro, estoura no 17º batalhão de caçadores rebelião armada, com o aprisionamento do comandante, capitão Luis de Oliveira Pinto e a expansão do movimento para locais fora do quartel, na tentativa de tomar várias repartições públicas da cidade.

A reação foi organizada pelo coronel Frutuoso Mendes, chefe do serviço de recrutamento e dois tenentes, um deles alvejado e ferido. Soltaram o comandante e dominaram a situação com a prisão dos rebeldes.¹

A confusão começou no mesmo dia. Não se sabe quem a causou, mas os nome do executado foi trocado, sendo que  o sargento Antonio Carlos de Aquino foi dado como morto no lugar de seu colega Armando Granja. Inclusive no processo que tramitou no tribunal militar, contra o comandante que decretou a sentença de morte, o sargento Aquino aparece como a vítima da pena capital.²

A verdade somente seria restabelecida com o aparecimento do sargento Aquino, ao final da revolução de 30, quando o mesmo, que servira os rebeldes no Paraná, surge em São Paulo e é recebido como herói:

O Matto-Grosso (Cuiabá) 28 de dezembro de 1930

FONTE: ¹Lécio Gomes de Souza, História de Corumbá, edição do autor, Corumbá, sd. página 142. O Mato Grosso (Cuiabá), 28 de dezembro de 1930. ²A Batalha (SP), 7 de janeiro de 1930.

FOTO: acervo do professor Valmir Batista Correa.




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