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Frei Mariano é libertado de presídio no Paraguai

Prisioneiro de guerra, desde o início do conflito com o Paraguai, frei Mariano de Bagnaia é libertado pelas forças brasileiras de ocupação.

Preso em Miranda a 22 de fevereiro de 1865, no início da guerra do Paraguai, frei Mariano de Bagnaia é  “levado para Nioaque, para as margens do rio Apa e dali para Assunção onde já se encontrava encarcerado seu colega frei Ângelo Caramânico. O frei Mariano foi por ordem superior encerrado numa casa velha, há muito tempo abandonada, sob cujo assoalho as cobras tinham feito seus esconderijos. Deram-lhe por cama um catre velho e nojento, infectado por uma infinidade de percevejos, pulgas e outros insetos.

De Assunção foi removido para Ascura na Cordilheira e depois transportado para o presídio de Caacupê. E por fim frei Mariano de Bagnaia foi removido para o presídio de Parrero Grande. Em 16 de agosto de 1869 foi libertado pelo exército brasileiro”. 

Em sua volta a Mato Grosso, frei Mariano assume a paróquia de Corumbá, sendo a construção da igreja da …
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Escrava compra liberdade de filho fugido

Tendo fugido seu filho, também escravo, de Corumbá, provavelmente para a Bolívia, mãe compra, em 10 de outubro de 1881, sua liberdade, de acordo com as leis em vigor, nos termos da seguinte carta de alforria:
Registro de uma carta de liberdade
Saibam quantos este registro virem, que no ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, de mil oitocentos oitenta e um, aos três dias do mês de novembro, nesta cidade de Corumbá, compareceu a escrava Claudina, reconhecida pela própria de mim, do que dou fé,m e por ela me foi pedido o registro da carta Judicial de liberdade de seu filho Abel, a qual é do seguinte teor: Ao doutor Hermes Plínio Barba Cavalcanti, Juiz Municipal desta cidade e seu termo, na forma da Lei - Faz saber aos que a presente carta de liberdade virem, que tem a escrava, Claudina de propriedade do negociante Thiago José Mongini, apresentado a quantia de duzentos mil reis, como pecúlio de seu filho Abel, pertencente à massa falida de Germano Levandossisk, quantia que se acha …

Baronesa tem concessão para explorar ferro e manganez em Corumbá

Pelo decreto n° 6273, de 2 de agosto de 1876, o governo imperial dá concessão à viúva baronesa de Vila Maria para explorar ferro e outros metais na sua propriedade de Piraputangas e São Domingos, em Corumbá. Esse foi o resultado das idas e vindas do latifundiário Joaquim José Gomes da Silva, o barão de Vila Maria, ao Rio de Janeiro, desde 1870, onde o proprietário da antiga fazenda das Piraputangas fora ao governo "tratar de ver os meios de desenvolver a mineração do ferro na sua propriedade, refere-se às camadas de itabirito dos arredores de Corumbá e diz ter colhido do leito do Piraputangas amostras de ferro e manganez".

O Barão de Vila Maria, de volta da Corte, faleceu em viagem, cabendo à viúva, dona Maria da Glória, a concessão, sucessivamente prorrogada em 1878 e 1882.

FONTE: Miguel Arrojado Ribeiro Lisboa,Oeste de São Paulo, Sul de Mato Grosso, Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, 2010, página 110. 

Justiça de Corumbá absolve contrabandista acusado de matar vereador

Em episódio marcado pela pressão e ameaças aos jurados, realizou-se em 24 de outubro de 1963 o julgamento do século em Corumbá. O réu foi o inspetor da alfândega da cidade, Carivaldo Sales (foto), indiciado pelo crime contra o vereador Edu Rocha, que o acusava de descaminho de automóveis da Bolívia para o Brasil. "O Cruzeiro", revista de maior circulação no país, e que veiculou as denúncias e denunciou o crime, deu cobertura ao evento, com a publicação de ampla reportagem, sob o título JUSTIÇA DE BRAÇOS CURTOS:
"Na cruz sobre a sepultura 184 do cemitério de Corumbá, uma placa lembra aos visitantes que ali está enterrado Edu Rocha, vereador covardemente assassinado pelo contrabandista Carivaldo Salles. Carivaldo era nada menos que o inspetor da Alfândega, a quem competia reprimir o comércio negro. Acusado por Edu Rocha, através de 'O Cruzeiro', de ser o chefe de uma gang todo-poderosa de contrabando, emboscou-o altas horas da noite e metralhou-o, atingindo também …

Coluna Prestes ataca no Pantanal da Nhecolândia

A caminho do exílio na Bolívia, grupo da Coluna Prestes, comandado pelo capitão Siqueira Campos (o segundo à esquerda, sentado), chega ao Pantanal da Nhecolândia, em dezembro de 1926, conforme sucinto relato de Augusto César Proença:


No Pantanal ela provocou medo e pânico. José de Barros registra no seu diário:

"Dezembro, 6-1926. Passagem dos revoltosos pela Fazenda Firme, onde destruíram o aparelho de estação telegráfica e saquearam as duas casas de negócio (sic). Grande pânico nas famílias da Nhecolândia por esse fato. (...)". Os ‘revortoso’ chegavam sempre atirando para cima, é verdade, pois não faziam nada a ninguém caso não pisassem nos seus calos, atiravam para intimidar as pessoas das fazendas e conseguir logo o que desejavam. Na fazenda Alegria deu-se um caso curioso: meu avô, homem aperreado das idéias, estava ali pelo pátio, fazendo alguma coisa, quando escutou tiros e viu o bando armado se aproximando.

- Sai daí seu Paulino, são os ‘revortoso’! Disse alguém correndo …

Homens de Corumbá são deportados para Assunção

Avisados às vésperas de que todos os homens seriam deportados para o Paraguai, o comandante das tropas de ocupação cumpre as ordens superiores em 1° de agosto de 1866. Apenas três imigrantes italianos puderam embarcar com toda a família, entre eles o comerciante Manoel Cavassa, autor do seguinte relato:

Chegou finalmente o nefasto 1º de agosto de 1866, indelevelmente gravado na minha memória. Ao meio dia, quando íamos sentarmo-nos para almoçar chegaram à nossa casa, à toda pressa, alguns oficiais, que nos intimaram a ordem de embarcar na chata, que foi levada imediatamente e sem permitir-nos sequer que comêssemos ligeiramente, puseram-nos fora de casa, cujas portas fecharam e fizeram-nos embarcar na chata, que foi levada imediatamente e amarrada ao vapor, depois do que começou o embarque da tropa, que encheu o navio, ficando somente para alojamento dos prisioneiros a câmara na qual como é fácil imaginar, estavam aqueles infelizes estivados como sardinhas, em pé, sem poderem sentar-se, …

Alfândega de Corumbá passa a ser zona franca de importação

Decreto n. 4.388 do governo federal, de 15 de julho de 1869, confere à alfândega de do principal porto de Mato Grosso a privilegiada condição de zona de livre comércio. A medida era extensiva a toda a província:
Usando da atribuição conferida pelo artigo 8º da Lei n. 1352, de 19 de setembro de 1866, hei por bem conceder, por espaço de dois anos, completa isenção dos direitos de consumo às mercadorias que forem importadas na província de Mato Grosso e os da importação aos gêneros de produção nacional.
Para o historiador, esta "isenção de impostos de importação,com que o Governo Imperial beneficiou a Alfândega local, animou o comércio corumbaense, que renasceu pujante".
"Tornou-se o rio Paraguai frequentado por navios  que lhe proporcionavam tecidos, ferragens, sal, outros artigos em troca de couros, solas, carne seca, ipecacuanha, entre os mais valiosos da pauta da exportação.
Também conduziam máquinas de maior peso, como a primeira que se destinou ao fabrico de açúcar à…