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Circula o primeiro jornal de Corumbá

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Barrios comemora sucesso da invasão de Corumbá

O coronel Vicente Barrios, comandante paraguaio que ocupou Corumbá, em 3 de janeiro, comunica oficialmente ao seu ministro da guerra, em 10 de janeiro de 1865, o resultado bem sucedido de sua missão:

...Tenho a honra de participar à V. Exa. que se acham em nosso poder Albuquerque e Corumbá.

O pavilhão nacional tremula nesta última, desde o dia 3 do corrente, dia de minha chegada.


A população brasileira e a guarnição destes pontos tinham-se retirado antes de nossa chegada por notícias transmitidas oportunamente pelo Barão de Vila Maria, segundo declarações tomadas.


Estamos, pois, de posse destes pontos sem queimar um só cartucho, tendo sido a fuga do inimigo tão precipitada, que deixou, como em Coimbra, toda a artilharia, armamento geral, munições e petrechos de guerra.



FONTE: Jorge Maia, A invasão de Mato Grosso, Biblioteca do Exército Editora, Rio de Janeiro, 1964, página 214

Pandemia de cólera em Corumbá

Relatório de 7 de janeiro de 1887, do presidente da Câmara Municipal, Antônio Antunes Galvão, aos demais vereadores, aponta a principal causa da cólera que ataca a população da cidade e revela impressionantes números da tragédia : “Há muito a nossa cidade precisa de saneamento que não se tem podido realizar. Pelo obituário comparado ao Rio de Janeiro, cidade taxada de pestilenta, vê-se que aqui morre sempre 8 a 10 vezes mais que naquela cidade”.
A propósito, a historiadora Lucia Salsa Correa, observa:
No período de 1867, ocasião da retomada de Corumbá, até o ano de 1920 a cidade padeceu com o surgimento de 34 epidêmicos, dos quais a Varíola foi a mais frequente, malgrado as campanhas e os esforços quase sempre infrutíferos das autoridades municipais.
A desastrosa epidemia de cólera em Corumbá (1886/1887), por exemplo, conforme detalhados relatórios do então presidente da Câmara Municipal, provocou uma profunda crise em todos os setores da cidade, desenvolvendo-se de forma avassaladora. U…

Chacina no forte Coimbra

Índios guaicurus, insinuando visita pacífica ao forte Coimbra,traiçoeiramente, cometem chacina contra a guarnição militar. O episódio, ocorrido em 6 de janeiro de 1778, é revisto pelo pesquisador Carlos Francisco Moura: Era um grupo numeroso de índios a pé e a cavalo,acompanhados de suas mulheres. Vinham sem lanças nem flechas e traziam carneiros, aves, peles de animais e outros artigos para negociar. O cacique e seu intérprete entraram na estacada para parlamentar com o comandante Marcelino Camponês, enquanto do lado de fora os soldados comerciavam com os índios, vigiados por uma escolta de doze soldados armados. Alegando que as mulheres tinham medo de arma de fogo, os guaicurus pediram ao ajudante Tavares que as retirasse à escolta e as colocasse sob uma tolda próxima.Disseram que os soldados não precisavam ter medo pois eles estavam sem armas, só com cacetes e facas. Atendidos nesse pedido, convidaram os soldados a descansar no regaço de suas mulheres. Estavam assim descuidados alguns…

Corumbá ocupada sem resistência

Francisco Solano Lopes, ditador paraguaio