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Pedra fundamental da igreja

Realizam-se em 25 de maio de 1870, as bênçãos e o assentamento da pedra fundamental da igreja matriz de Corumbá,totalmente destruída pelos invasores paraguaios. Em seu diário, frei Mariano de Bagnaia, o vigário da vila escreve sobre o ato e as dificuldades para começar a obra:

Logo depois tratei de edificar uma boa igreja mas encontrei uma parede de oposição por parte daqueles que me deviam auxiliar e depois de tanta espera, finalmente só no dia 25 de maio de 1870 que tive o prazer de colocar com toda a solenidade do ritual Romano, a primeira pedra da Igreja Matriz que existe hoje em Corumbá.

A igreja seria festivamente inaugurada a 14 de outubro de 1877.


FONTE: Frei Alfredo Sganzerla, A história de frei Mariano de Bagnaia, Edição Fucmt - MCC, Campo Grande, 1992, página 209.


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O primeiro trem do Pantanal

Sai de Porto Esperança, então ponto terminal da Estrada de Ferro Noroeste, em 9 de maio de 1909, a primeira locomotiva a serviço da ferrovia em construção. A alvissareira notícia é dada pelo Correio do Estado (de Corumbá) em sua primeira edição:



FONTE: Correio do Estado (Corumbá) 12 de maio de 1909.


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Inauguração da alfândega

É instalada  a em 1° de maio de 1861, alfândega de Albuquerque (Corumbá). Para a nova repartição foram nomeados os seguintes servidores: Inspetor - Antonio Honório Ferreira, 1° escriturário, servindo de ajudante- Cândido Martins dos Santos Viana Júnior, 2°s escriturários- José Ferreira de Barros e Crispim Ferreira de Oliveira, 1° conferente- Thomaz Deschamps de Montmorency, 2° conferente- Domingos Facundo de Castro Menezes, tesoureiro- Antonio Gaudie Ley, e porteiro- Severiano José Correa.   

Deixou de funcionar em 2 de janeiro de 1865, por causa da guerra com o Paraguai, retomando suas atividades em 20 de fevereiro de 1872. 


FONTE: Estevão de Mendonça, Datas matogrossenses, 2a. edição, Governo de Mato Grosso, Cuiabá, 1973, página 210. Jornal A Imprensa de Cuiabá, em 24 de março de 1861.

FOTO: reprodução do Album Graphico de Matto-Grosso, 1914.


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O assassinato do juiz de Direito

Vítima de atentado à bala, ocorrido dois dias antes, morre eu sua casa em 24 de abril de 1927, o juiz de Corumbá, Barnabé Gondim. O homicídio teve grande repercussão no Estado. Um dia antes de seu falecimento, o jornal A Cidade, de Corumbá, dá detalhes do atentado e da luta dos médicos para salvar a vida do magistrado:


Causou grande mágoa no seio da sociedade corumbaense, o atentado do qual foi vítima, anteontem (dia 21), o Exmo. Sr. Dr. Bernabé A. Gondim, estimado Juiz de Direito desta comarca.

Eram 16 e meia horas, mais ou menos, daquele dia, quando o dr. Gondim, estando em sua residência, presencia a entrada ali de uma pessoa desconhecida que acabava de chegar de automóvel.

Depois de algumas palavrar, tenta essa pessoa conduzi-lo apressadamente para o veículo com o intuito, certamente, de sequestra-lo ao que o M.M. juiz procurou resistir.
Entrementes uma criança que presenciava os últimos momentos da contenda, foi-se assustada para o interior da casa, levando ao conhecimento das pessoa…

Inaugurada fábrica de cimento

O presidente Juscelino Kubitschek foi o principal convidado da direção da fábrica de cimento de Corumbá ao ato de inauguração da empresa em Corumbá em 25 de abril de 1957. O evento histórico foi alvo de reportagem da revista Brasil-Oeste:

No avião "Viscount", recentemente adquirido para as viagens presidenciais, o presidente Juscelino Kubitscheck seguiu na manhã de 25 de abril p.p. para a cidade de Campo Grande, de onde se transferiu para um "Douglas" que o conduziu a Corumbá. O chefe do Governo fez essa viagem para inaugurar a fábrica da Companhia de Cimento Portland Corumbá, na cidade do mesmo nome, e visitar a Base Naval de Ladário. Antes de regressar ao Rio de Janeiro, o presidente da República esteve em Belo Horizonte, onde pernoitou, para no dia seguinte proceder à inauguração de um cabo aéreo de 40 quilômetros, que transportará calcário da mina à fábrica de cimento em Minas, do mesmo grupo da "Corumbá".

O presidente Kubitschek chegou a Corumbá às 13h…

Rebeldes detém general em forte Coimbra

Quando dirigia-se a Corumbá para assumir o comando do Distrito Militar de Mato Grosso, durante o golpe militar dos seguidores do general Antônio Maria Coelho, o general Luiz Henrique de Oliveira Ewbank, recebe do capitão José Maria Ferreira e tenente Teodorico da Cunha Gaíva e mais uma comissão de políticos de Corumbá, em 28 de março de 1892, a seguinte intimação:

O Exército e o povo não querem e não admitem que o general Ewbank e o dr. Murtinho subam o rio além do Forte Coimbra, podendo, no entanto, permanecer nesse ponto até seu regresso para baixo. Corumbá, 21 de março de 1892. Comandante - João da Silva Barbosa. Capitão Brasílico - comandante do 2º Artilharia. Capitão Norberto Ildefonso Muniz - Comandante do 21º. Constantino Preza - Brandão.

Na mesma data, o general Ewbank reagiu ao ultimato, expedindo ordem do dia, protestando contra o ato de insubordinação, anunciando sua retirada para Assunção e ameaçando:

Se nada consegui, a vós cabe a responsabilidade gravíssima de todas as desg…

Rebeldes tomam quartel do exército em Corumbá

Chefiada pelos sargentos Antonio Carlos de Aquino e Armando Granja, estoura na madrugada de 27 de março de  1925, no 17º Batalhão de Caçadores rebelião armada, sob influência dos revolucionários paulistas, liderados pelo general Isidoro. Os rebeldes aprisionam o comandante capitão Luis de Oliveira Pinto e tentam tomar várias repartições públicas na cidade. O coronel Frutuoso Mendes, chefe do Serviço de Recrutamento e dois tenentes, um deles alvejado e ferido, organizaram a contra-revolta, soltaram o comandante e dominaram a situação. Feitos prisioneiros e condenados à morte, o sargento Granja foi fuzilado e o sargento Aquino, num vacilo da guarda que o conduzia ao lugar da execução, conseguiu escapar, atravessando o rio Paraguai a nado.


FONTE: Lécio Gomes de Souza, História de Corumbá, edição do autor, Corumbá, sd. página 142. O Mato Grosso (Cuiabá), 28 de dezembro de 1930.


FOTO: Sargento Aquino, do acervo do professor Valmir Batista Correa.