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Sem missa para Garibaldi

O padre Constantino Térsio, pároco de Corumbá, recusa em 22 de junho de 1882, pedido da colônia italiana local para celebrar missa pela alma do general Giuseppe Garibaldi, herói da revolução italiana, falecido em 2 de junho de 1882, em Caprera, Itália. O padre comunicou o fato aos seus superiores, de quem, em resposta, recebeu total apoio à sua decisão, conforme ofício recebido do bispo Carlos Luis d'Amour, de Cuiabá:

"Rm° Senr.º
Acabo de receber, por intermédio de S. Exª. o Senr. Presidente da Província, os ofícios de V. Rmª. de 22 e 23 do corrente, comunicando-me os fatos desagradáveis que deram-se na matriz dessa freguesia, por ocasião de não querer V. Rmª. prestar-se a sufragar a alma de G. Garibaldi, conforme solicitaram alguns habitantes da cidade.

E inteirado de tudo o mais que V.Rmª. trouxe ao meu conhecimento sobre tal assunto, cumpre-me dizer-lhe que muito bem procedeu V. Rma. em não anuir a semelhantes sufrágios. Quem durante sua vida é inimigo da Igreja de Deus e de …
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A retomada

Tendo à frente o tenente-coronel Antônio Maria Coelho, corpo expedicionário, organizado pelo presidente da província Couto de Magalhães, em 13 de junho de 1867, retoma Corumbá aos paraguaios que a ocupam desde 3 de janeiro de 1865. O Boletim de Mato Grosso em Cuiabá, deu a notícia:

O tenente-coronel Antonio Maria Coelho, que desta capital partiu a 10 do passado, atacou e enxotou de Corumbá nesse dia os inimigos invasores.

Entretanto, pelo caminho das Piraputangas, ao chegar no antigo acampamento das forças paraguaias, o tenente-coronel Antonio Maria Coelho, do 1º corpo da vanguarda das forças expedicionárias, deu vivas à S. M. o Imperador e toda a tropa partiu em marche-marche.

A ala direita, ao mando do capitão Joaquim José de Pinho, escalou a ponta da trincheira, do lado do rio, por onde o fosso não estava concluído.
O tenente-coronel, com a 6ª companhia, avançou sobre 2 bocas de fogo colocadas do outro lado da trincheira e os demais avançaram para a ponta do morro, a fim de ofender os …

Pedra fundamental da igreja

Realizam-se em 25 de maio de 1870, as bênçãos e o assentamento da pedra fundamental da igreja matriz de Corumbá,totalmente destruída pelos invasores paraguaios. Em seu diário, frei Mariano de Bagnaia, o vigário da vila escreve sobre o ato e as dificuldades para começar a obra:

Logo depois tratei de edificar uma boa igreja mas encontrei uma parede de oposição por parte daqueles que me deviam auxiliar e depois de tanta espera, finalmente só no dia 25 de maio de 1870 que tive o prazer de colocar com toda a solenidade do ritual Romano, a primeira pedra da Igreja Matriz que existe hoje em Corumbá.

A igreja seria festivamente inaugurada a 14 de outubro de 1877.


FONTE: Frei Alfredo Sganzerla, A história de frei Mariano de Bagnaia, Edição Fucmt - MCC, Campo Grande, 1992, página 209.


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O primeiro trem do Pantanal

Sai de Porto Esperança, então ponto terminal da Estrada de Ferro Noroeste, em 9 de maio de 1909, a primeira locomotiva a serviço da ferrovia em construção. A alvissareira notícia é dada pelo Correio do Estado (de Corumbá) em sua primeira edição:



FONTE: Correio do Estado (Corumbá) 12 de maio de 1909.


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Inauguração da alfândega

É instalada  a em 1° de maio de 1861, alfândega de Albuquerque (Corumbá). Para a nova repartição foram nomeados os seguintes servidores: Inspetor - Antonio Honório Ferreira, 1° escriturário, servindo de ajudante- Cândido Martins dos Santos Viana Júnior, 2°s escriturários- José Ferreira de Barros e Crispim Ferreira de Oliveira, 1° conferente- Thomaz Deschamps de Montmorency, 2° conferente- Domingos Facundo de Castro Menezes, tesoureiro- Antonio Gaudie Ley, e porteiro- Severiano José Correa.   

Deixou de funcionar em 2 de janeiro de 1865, por causa da guerra com o Paraguai, retomando suas atividades em 20 de fevereiro de 1872. 


FONTE: Estevão de Mendonça, Datas matogrossenses, 2a. edição, Governo de Mato Grosso, Cuiabá, 1973, página 210. Jornal A Imprensa de Cuiabá, em 24 de março de 1861.

FOTO: reprodução do Album Graphico de Matto-Grosso, 1914.


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O assassinato do juiz de Direito

Vítima de atentado à bala, ocorrido dois dias antes, morre eu sua casa em 24 de abril de 1927, o juiz de Corumbá, Barnabé Gondim. O homicídio teve grande repercussão no Estado. Um dia antes de seu falecimento, o jornal A Cidade, de Corumbá, dá detalhes do atentado e da luta dos médicos para salvar a vida do magistrado:


Causou grande mágoa no seio da sociedade corumbaense, o atentado do qual foi vítima, anteontem (dia 21), o Exmo. Sr. Dr. Bernabé A. Gondim, estimado Juiz de Direito desta comarca.

Eram 16 e meia horas, mais ou menos, daquele dia, quando o dr. Gondim, estando em sua residência, presencia a entrada ali de uma pessoa desconhecida que acabava de chegar de automóvel.

Depois de algumas palavrar, tenta essa pessoa conduzi-lo apressadamente para o veículo com o intuito, certamente, de sequestra-lo ao que o M.M. juiz procurou resistir.
Entrementes uma criança que presenciava os últimos momentos da contenda, foi-se assustada para o interior da casa, levando ao conhecimento das pessoa…

Inaugurada fábrica de cimento

O presidente Juscelino Kubitschek foi o principal convidado da direção da fábrica de cimento de Corumbá ao ato de inauguração da empresa em Corumbá em 25 de abril de 1957. O evento histórico foi alvo de reportagem da revista Brasil-Oeste:

No avião "Viscount", recentemente adquirido para as viagens presidenciais, o presidente Juscelino Kubitscheck seguiu na manhã de 25 de abril p.p. para a cidade de Campo Grande, de onde se transferiu para um "Douglas" que o conduziu a Corumbá. O chefe do Governo fez essa viagem para inaugurar a fábrica da Companhia de Cimento Portland Corumbá, na cidade do mesmo nome, e visitar a Base Naval de Ladário. Antes de regressar ao Rio de Janeiro, o presidente da República esteve em Belo Horizonte, onde pernoitou, para no dia seguinte proceder à inauguração de um cabo aéreo de 40 quilômetros, que transportará calcário da mina à fábrica de cimento em Minas, do mesmo grupo da "Corumbá".

O presidente Kubitschek chegou a Corumbá às 13h…